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Chocolate pode ter ligado antigas civilizações

Uma nova pesquisa reforça que a importação e a exportação de alimentos não é algo tão moderno assim. Civilizações antigas poderiam ter tido contato para trocar alimentos, como o chocolate.

Cerca de 1.000 anos atrás, os moradores de povoados no sudoeste americano já pareciam ter um apetite por chocolates importados. A constatação foi feita com base em traços químicos encontrados em vasos de barro, ligando o povo do sudoeste americano com as antigas civilizações do México e da América Central.

Essa primeira versão do chocolate era bem estabelecida milhares de quilômetros ao sul do que hoje é o sudoeste dos Estados Unidos. Os maias, astecas e outros povos antigos da Mesoamérica (México e América Central) usavam grãos da planta do cacau nativo para fazer uma bebida cerimonial, servida espumante.

Até agora, porém, a evidência de cacau no sudoeste americano era limitada. E já que o cacau não cresce fora dos trópicos, a descoberta desse material na região indica que havia um intenso comércio entre essas sociedades distantes.

Os cientistas examinaram 75 vasos em busca de três substâncias químicas presentes no cacau: teofilina, cafeína e teobromina. Esses vasos vieram de sítios funerários de elite de Pueblo Bonito, no Novo México, datando de cerca de 900 d.C., e do monte Los Muertos, no Arizona, que deve ter sido a residência de elites entre os Hohokam, um povo agrícola, no século 14. Os pesquisadores também testaram oito potes de gente mais comum.

Os vasos mais comuns, que não tinham influência da forma e design da região, produziram os resultados mais significativos: todos deram positivo para teobromina, um indicativo do cacau.

Este não é o primeiro sinal de cacau no sudoeste americano. Um estudo de 2009 descobriu evidências químicas de cacau em fragmentos de jarros cilíndricos também em Pueblo Bonito. Os frascos encontrados tinham uma forma cilíndrica e uma decoração sofisticada bastante diferente dos outros vasos locais; na verdade, pareciam jarros cilíndricos utilizados na Mesoamérica para consumir cacau. Fonte LiveScience]